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Ultima atualização em 24 de Setembro de 2026 às 09:36

Protocolo de Saúde Mental da Ufopa: como agir diante de situações de crise, urgência e emergência

Situações de sofrimento psíquico podem ocorrer no cotidiano universitário e apresentar diferentes níveis de intensidade e necessidade de cuidado. Saber como agir, a quem recorrer e quais atitudes evitar pode contribuir para uma resposta mais segura e adequada.

Pensando nisso, a Pró- Reitoria de Gestão Estudantil, por meio do Núcleo de Psicologia (NUPSI), vinculado à Diretoria de Acompanhamento Estudantil, apresenta orientações à comunidade universitária para o reconhecimento e o encaminhamento de situações de sofrimento psíquico, crise, urgência e emergência.

As orientações são destinadas a estudantes, docentes, técnicos-administrativos, trabalhadores terceirizados e gestores e consideram a realidade multicampi da Ufopa, na qual os serviços e fluxos da rede de saúde podem variar entre os municípios.

Antes de tudo: você não precisa fazer um diagnóstico

Diante de uma pessoa em sofrimento, não cabe à comunidade universitária diagnosticar ou tentar resolver sozinha a situação. A prioridade é reconhecer sinais de alerta, preservar a segurança, estabelecer uma comunicação respeitosa e acionar o suporte adequado.

Uma orientação simples é lembrar de quatro ações: OBSERVE · PROTEJA · ACOLHA · CONECTE.

Observe: procure compreender o que está acontecendo. Verifique o estado geral da pessoa, se ela consegue responder e se existe algum risco imediato.

Proteja: sempre que possível, reduza ruídos, circulação de pessoas e exposição desnecessária. Procure um ambiente mais tranquilo, preservando a privacidade e a segurança.

Acolha: apresente-se, fale de maneira calma e objetiva e pergunte como pode ajudar. Escute sem julgamentos e respeite pausas e silêncios.

Conecte: ajude a pessoa a acessar alguém de sua confiança ou o serviço adequado. Se houver urgência ou emergência, acione a rede de saúde ou o serviço de emergência correspondente.

O que falar e o que evitar

A maneira como nos comunicamos também faz parte do cuidado. O guia orienta que a abordagem seja simples, respeitosa e sem julgamentos.

Prefira

Evite

“Estou aqui com você. Como posso ajudar agora?”

“Isso é drama/frescura.”

“Percebo que isso está muito difícil neste momento.”

“Vai ficar tudo bem.”

“Você quer me contar o que está acontecendo, do seu jeito?”

Pressionar a pessoa a contar detalhes.

“Podemos procurar ajuda juntos.”

Tentar resolver sozinho(a) todos os problemas.

“Não sei a resposta, mas posso ajudar a encontrar a informação.”

Inventar informações ou garantir que determinado serviço atenderá.

Respeitar pausas e silêncios.

Dar sermões, fazer julgamentos ou comparar o sofrimento com o de outras pessoas.

Manter postura e tom de voz tranquilos.

Confrontar ou discutir com uma pessoa muito agitada.

Explicar que poderá ser necessário buscar ajuda se houver risco à segurança.

Prometer sigilo absoluto diante de uma situação de risco.

Crise, urgência ou emergência: como diferenciar?

Nem toda situação de sofrimento psíquico é uma emergência. Choro, ansiedade, medo, agitação ou desorganização emocional, isoladamente, não significam necessariamente uma situação emergencial. É preciso considerar a intensidade do sofrimento, as condições de segurança, a capacidade da pessoa de se manter protegida e a presença ou não de risco imediato.

Demanda não urgente

São situações sem risco imediato, relacionadas, por exemplo, à adaptação acadêmica, relações interpessoais, organização da rotina, vivências universitárias ou sofrimento emocional sem sinais de urgência.

O que fazer: orientar a procura pelo NUPSI ou solicitar o atendimento via SIGAA → insira usuário e senha → Portal do Discente → Outros → Psicologia. Conforme a demanda, o Núcleo poderá realizar acolhimento psicológico breve e focal, orientação, ações psicoeducativas e encaminhamento para outros serviços.

Urgência ou sofrimento intenso

São situações em que não há risco imediato identificado, mas a intensidade do sofrimento, a agitação, alterações importantes do comportamento ou o agravamento da situação indicam necessidade de avaliação profissional em saúde.

O que fazer: orientar ou acompanhar o acesso ao serviço de saúde disponível no município, conforme a situação e os fluxos locais, como Atenção Primária, CAPS ou outro serviço de referência. Se surgir risco imediato, a situação passa a exigir o fluxo de emergência.

Emergência

É uma situação grave que envolve risco imediato à vida, à integridade física ou à segurança e exige intervenção imediata.

O que fazer: acione imediatamente o SAMU – 192 ou o serviço local de urgência e emergência. Quando houver violência, ameaça ou risco à segurança das pessoas no local, acione também a Polícia Militar – 190.

Como acolher alguém durante uma crise?

Quando não houver sinais de risco imediato e for seguro permanecer com a pessoa, algumas atitudes podem ajudar enquanto se organiza o acesso ao apoio necessário:

Em uma emergência dentro da Ufopa, o que fazer?

A prioridade é preservar a segurança, acionar o serviço adequado e facilitar a chegada do atendimento.

Antes de se aproximar, observe se o ambiente é seguro. Não se coloque em situação de perigo. Em caso de necessidade de atendimento de emergência, ligue para o SAMU – 192 e informe objetivamente o que está acontecendo e a localização exata dentro da Universidade.

Ao solicitar atendimento:

1. Identifique-se: informe seu nome e telefone para contato e diga que a ocorrência está acontecendo na Ufopa.

2. Informe o local exato: campus, prédio, bloco, sala, andar, entrada ou ponto de referência.

3. Descreva o que está acontecendo: relate o que está observando, sem tentar estabelecer um diagnóstico.

4. Informe as condições da pessoa: se está consciente, respondendo, respirando e conseguindo se comunicar, quando for possível observar.

5. Informe os riscos presentes: comunique situações que possam representar risco para a pessoa ou para quem está no local.

6. Informe as condições de acesso: indique a entrada, portaria ou guarita pela qual a equipe poderá chegar mais facilmente.

7. Permaneça na linha: siga as orientações do serviço acionado e, se possível, peça a outra pessoa que aguarde e conduza a equipe até o local.

Após acionar o serviço de emergência, comunique a chefia, direção do campus ou setor institucional responsável, conforme o fluxo da Ufopa. A comunicação interna não substitui o atendimento de emergência.

Telefones importantes

SAMU – 192: emergências de saúde que necessitem de intervenção imediata.

Polícia Militar – 190: situações de violência em curso, ameaça ou necessidade de proteção da cena.

Corpo de Bombeiros – 193: resgate, incêndio e situações que exijam salvamento.

Defesa Civil – 199: riscos coletivos, desastres e ocorrências de defesa civil.

Disque Direitos Humanos – 100: denúncias e orientações relacionadas a violações de direitos humanos.

Central de Atendimento à Mulher – 180: orientação e encaminhamento em situações de violência contra a mulher.

E qual é o papel do NUPSI?

O Núcleo de Psicologia (NUPSI) desenvolve ações no campo da Psicologia Escolar/Educacional e da Assistência Estudantil. Sua atuação envolve acolhimento psicológico breve e focal, orientação, ações coletivas e psicoeducativas, promoção da saúde e da qualidade de vida, atenção às vivências acadêmicas e articulação com outros setores e serviços.

O NUPSI não é um serviço de pronto atendimento e não substitui CAPS, UBS, UPA, hospitais, SAMU ou outros serviços da rede de saúde. Em situações de urgência ou emergência, não se deve aguardar atendimento ou agendamento no Núcleo. A prioridade é garantir o acesso ao serviço adequado à gravidade da situação.

Após o atendimento e a estabilização de uma situação aguda, o NUPSI poderá ser procurado quando houver demandas relacionadas à experiência acadêmica, contribuindo para a retomada da trajetória universitária e para a articulação com outros recursos institucionais.

Contato do NUPSI: nupsi.proges@ufopa.edu.br
Contato da DAE: dae.proges@ufopa.edu.br